Reforma Tributária - Notícias

Entre a formação técnica e a aplicação prática: Paraná segue preparação para a nova realidade tributária

Por: Dia a Dia Tributário - 15 de abril de 2026

A transição para o novo modelo tributário brasileiro já começou e, com ela, o empenho para capacitar quem está na linha de frente da administração pública. Ao longo de 2026, a Receita Estadual do Paraná tem promovido cursos, palestras e encontros técnicos para preparar servidores para as mudanças que devem transformar profundamente o sistema de arrecadação no país.

Nesta terça-feira (14), a Receita Estadual e a Procuradoria Geral do Estado reuniram procuradores e servidores para um curso que combinou teoria e prática. A formação abordou desde as alterações constitucionais e legais trazidas pela reforma até oficinas com estudos de caso voltados à rotina da Coordenadoria de Assuntos Fiscais e demais áreas envolvidas.

Mais do que apresentar conceitos, o encontro buscou traduzir a complexidade da reforma para o cotidiano dos profissionais que lidam diretamente com a tributação. As mudanças em curso impactam tanto a administração estadual e municipal, quanto o dia a dia de contribuintes e gestores públicos.

Com o tema “Reforma Tributária: Impactos para entes federativos e os órgãos de gestão do novo sistema tributário”, o evento teve como foco principal promover um debate qualificado e atualizado sobre o cenário de 2026, marcado pela fase de testes e ajustes do novo modelo. A proposta foi aliar tecnicidade à aplicação prática, preparando os servidores para uma atuação mais segura e eficiente durante a transição.

“Estamos diante de uma das maiores transformações do sistema tributário brasileiro. Por isso, é fundamental investir na qualificação dos nossos servidores, garantindo que estejam preparados para aplicá-las com segurança e eficiência no dia a dia da administração pública”, destacou a diretora da Receita Estadual, Suzane Gambetta.

Durante o curso, os participantes aprofundaram temas centrais da reforma, como o funcionamento do IBS e a criação de novos órgãos de governança, como o Comitê Gestor do IBS e instâncias de coordenação nacional.

Também foram discutidas as mudanças no regime de compras públicas, que exigirão adaptações nos processos administrativos, além das regras de transição, consideradas um dos pontos mais sensíveis da reforma, por envolverem a convivência entre o sistema atual e o novo modelo ao longo dos próximos anos. Outro destaque foi o debate sobre as novas obrigações acessórias, que devem trazer avanços em termos de padronização e digitalização.

“A realização de um curso focado na atuação dos Estados e dos municípios após a reforma é extremamente importante para o compartilhamento de dúvidas e preocupações, assim como para a busca das melhores soluções”, comenta Eduardo de Castro, Procurador-Chefe da Coordenadoria de Assuntos Fiscais.

REFORMA TRIBUTÁRIA – O novo modelo, que será plenamente implementado até 2033, prevê a substituição de tributos como o ICMS e o ISS por dois novos impostos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A proposta é simplificar o sistema, reduzir distorções e aumentar a transparência na arrecadação.

 

Fonte: SEFAZ- PR

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