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STJ pauta repetitivos sobre PIS/Cofins na ZFM, salário-educação e Difal de ICMS

Por: Dia a Dia Tributário - 16 de julho de 2026

O Superior Tribunal de Justiça pautou julgamentos repetitivos envolvendo temas tributários relevantes para empresas, contribuintes e administrações fiscais.

Entre os assuntos destacados estão discussões sobre PIS/Cofins na Zona Franca de Manaus, salário-educação e Difal de ICMS.

A pauta deve ser acompanhada com atenção, pois decisões proferidas sob o rito dos recursos repetitivos orientam a aplicação do entendimento pelos demais tribunais em casos semelhantes.

O primeiro tema envolve PIS/Cofins em operações relacionadas à Zona Franca de Manaus. Discussões dessa natureza costumam ter impacto relevante para empresas que operam com incentivos fiscais, vendas para a região, cadeias de distribuição, créditos das contribuições e regimes diferenciados aplicáveis à ZFM.

Para contribuintes que atuam com operações destinadas à Zona Franca de Manaus, o julgamento pode influenciar estratégias de apuração, aproveitamento de créditos, revisão de passivos, recuperação tributária e avaliação de riscos em fiscalizações ou ações judiciais.

O segundo tema envolve o salário-educação, contribuição social que incide sobre a folha de salários e que frequentemente gera controvérsias quanto ao sujeito passivo, base de cálculo, enquadramento de determinadas atividades e alcance da obrigação em situações específicas.

Empresas e empregadores que discutem judicial ou administrativamente o salário-educação devem acompanhar a definição do STJ, pois eventual tese repetitiva poderá afetar processos em andamento, provisões contábeis, estratégias de defesa e análise de contingências.

O terceiro tema trata do Difal de ICMS, assunto sensível para contribuintes que realizam operações interestaduais destinadas a consumidor final não contribuinte do imposto. A matéria envolve impactos para varejo, e-commerce, indústrias, distribuidores, marketplaces e empresas com operações em múltiplos estados.

A definição de tese repetitiva sobre Difal pode influenciar cobranças estaduais, discussões sobre base de cálculo, responsabilidade pelo recolhimento, restituições, autuações, obrigações acessórias e estratégias de compliance nas operações interestaduais.

Como os temas ainda estão pautados para análise, não há, neste momento, conclusão definitiva a ser aplicada pelos contribuintes. O ponto relevante para o DDT é alertar que o STJ poderá formar precedentes qualificados em matérias com impacto fiscal expressivo.

A inclusão dos temas na pauta de repetitivos do STJ reforça a importância do acompanhamento jurisprudencial em matéria tributária.

Empresas com operações na Zona Franca de Manaus, discussões sobre salário-educação ou exposição ao Difal de ICMS devem monitorar os julgamentos e avaliar possíveis impactos sobre processos em curso, apuração fiscal, créditos, provisões e estratégias de regularização.

A recomendação é tratar a pauta como acompanhamento preventivo, aguardando a definição das teses pelo STJ antes de adotar medidas operacionais definitivas.

Fonte: Jota

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