Notícias - Contabilidade

Receita Federal gerou o primeiro CNPJ em formato alfanumérico.

Por: Dia a Dia Tributário - 3 de agosto de 2026

A Receita Federal informou que em 31 de julho de 2026, foi gerado o primeiro CNPJ em formato alfanumérico do país.

A primeira inscrição emitida nesse novo padrão corresponde a uma filial do Banco do Brasil S.A., registrada sob o número 00.000.000/E08G-12.

A implantação marca o início efetivo do novo modelo de identificação cadastral, criado para ampliar a capacidade de geração de inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica e garantir a continuidade do sistema nas próximas décadas.

A adoção do CNPJ alfanumérico representa uma mudança estrutural nos cadastros empresariais brasileiros.

Na prática, o novo padrão permitirá a emissão de inscrições compostas por letras e números, ampliando significativamente as possibilidades de registro de novas pessoas jurídicas. A medida também prepara o cadastro para o aumento de demanda decorrente da expansão da atividade econômica e das mudanças trazidas pela Reforma Tributária do Consumo.

A Receita Federal destacou que a mudança não altera direitos, obrigações ou a situação cadastral das pessoas jurídicas já existentes. Os CNPJs emitidos anteriormente permanecem válidos e não precisam ser substituídos.

Também foi informado que novos CNPJs ainda poderão ser emitidos apenas com caracteres numéricos, pois o limite de combinações numéricas ainda não foi esgotado. A emissão de inscrições alfanuméricas ocorrerá de forma gradual durante o ano de 2026, com poucas empresas nesse período inicial de implantação.

O principal ponto de atenção está nos sistemas empresariais e governamentais que utilizam o CNPJ como identificador. Empresas, órgãos públicos, instituições financeiras, desenvolvedores de software, ERPs, sistemas fiscais, plataformas contábeis, soluções de faturamento e integrações por API devem estar preparados para receber, armazenar, validar e processar códigos alfanuméricos.

A Receita recomendou atenção especial a cadastros de clientes, fornecedores e parceiros; sistemas de emissão e recepção de documentos fiscais; ERPs; softwares contábeis; soluções de faturamento; aplicações de controle de acesso; bases de dados integradas; e regras de validação que atualmente aceitam apenas caracteres numéricos.

A ausência de adequação pode gerar falhas em cadastros de novas empresas, rejeições em processos automatizados, inconsistências em integrações, bloqueios em rotinas fiscais, problemas em emissão de documentos e dificuldades em sistemas que exigem validação do CNPJ.

Para as empresas, a orientação é revisar imediatamente campos, máscaras, bancos de dados, validações, integrações e sistemas de terceiros, especialmente quando houver regras rígidas que tratem o CNPJ exclusivamente como sequência numérica.

Fonte: Receita Federal

Veja também

Notícias

Acre registra o maior volume de exportações da história

Impulsionadas pelo agronegócio, as exportações do Acre vêm batendo recordes seguidos nos últimos anos. Em abril, foram contabilizados 15,2 milhões de dólares em negócios, o maior volume desde 1998, quando teve início a série histórica. Os números são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Principal commodity brasileira, a soja também revela sua força […]

14 de junho de 2024

Notícias - Tributos

Com alta de impostos e PIB mais forte, arrecadação tem recorde

Resultado cresce 3,7% em 2025, e especialistas esperam desaceleração neste ano e alertam para desequilíbrio das contas públicas A arrecadação federal de impostos atingiu em 2025 o maior patamar da história, somando R$ 2,886 trilhões, crescimento real de 3,65% sobre o ano anterior, segundo a Receita Federal. O resultado foi influenciado pelo crescimento da atividade […]

23 de janeiro de 2026

Notícias - Tributos

Em Santa Catarina, Governo do Estado garante óleo diesel mais barato para quase 500 embarcações pesqueiras em SC

Para reduzir os custos operacionais e assegurar a competitividade das atividades da pesca em Santa Catarina, o Governo do Estado garantiu incentivo fiscal para uma cota de até 64,5 milhões de litros de óleo diesel destinados a embarcações pesqueiras catarinenses em 2025. A medida, na prática, zera a cobrança do ICMS para o combustível que...

Este conteúdo é apenas para assinantes.
Cadastre-se
Já se associou? Acesse aqui

29 de janeiro de 2025