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Banco Central estuda interligar Pix a sistemas de pagamentos de outros países

Por: Dia a Dia Tributário - 11 de agosto de 2026

O Banco Central estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países e a mecanismos multilaterais globais de pagamento.

A medida tem potencial para facilitar remessas internacionais, compras transfronteiriças e transferências com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos.

A pauta integra a agenda de evolução do Pix e envolve temas como pagamentos internacionais, crédito, segurança, prevenção a fraudes e novos modelos de uso do sistema.

A possível interligação internacional do Pix é relevante para empresas, profissionais autônomos, prestadores de serviços, pequenos negócios, plataformas digitais, e-commerces e pessoas físicas que realizam ou recebem pagamentos do exterior.

Na prática, a integração com sistemas de outros países poderia reduzir custos de transações internacionais, simplificar remessas e ampliar o acesso a pagamentos instantâneos fora do ambiente doméstico.

O Banco Central também avalia a participação do Pix em hubs multilaterais, o que permitiria conexões mais amplas entre diferentes sistemas nacionais de pagamentos instantâneos.

Outro ponto de destaque é o estudo sobre o uso de fluxos futuros de Pix como garantia para operações de crédito. A ideia é permitir que empresas com forte volume de recebimentos via Pix possam utilizar esses recebíveis como instrumento de garantia em financiamentos.

Essa funcionalidade pode beneficiar especialmente pequenos negócios, varejistas, prestadores de serviços, restaurantes, salões, clínicas, profissionais liberais e empresas com alto volume de pagamentos instantâneos, ao melhorar a qualidade das garantias e potencialmente reduzir o custo do crédito.

A agenda também inclui novas medidas de segurança. O Banco Central prevê aprimorar critérios para identificação de transações suspeitas, desenvolver indicador de probabilidade de fraude em tempo real, padronizar alertas de fraude e melhorar o fluxo de informações entre instituições financeiras para bloqueios cautelares.

Do ponto de vista empresarial, a pauta não cria obrigação fiscal ou tributária imediata. No entanto, sinaliza mudanças relevantes no ambiente financeiro, especialmente para empresas que dependem de meios de pagamento digitais, conciliação automática, vendas online, recebimentos recorrentes e operações internacionais.

Para contabilidades e consultorias, o tema pode ser acompanhado como tendência de gestão financeira e tecnologia aplicada aos negócios, principalmente na orientação a clientes que utilizam Pix de forma intensa em suas operações.

O estudo de interligação internacional do Pix reforça a expansão do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos para além das transações domésticas.

Embora ainda dependa de desenvolvimento técnico, acordos internacionais e regulamentação específica, a iniciativa pode gerar impacto relevante em remessas, pagamentos internacionais, comércio digital e acesso a crédito.

A recomendação é tratar a pauta como acompanhamento regulatório e financeiro, sem classificá-la como obrigação tributária. Empresas devem monitorar a evolução do tema, especialmente aquelas que atuam com comércio exterior, serviços internacionais, e-commerce, turismo, tecnologia e alto volume de recebimentos via Pix.

 

Fonte: Agência Brasil

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