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Prisma Fiscal de março mostra melhora de estimativas para a evolução de diversos indicadores

Por: Dia a Dia Tributário - 19 de março de 2026

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda (MF) divulgou na terça-feira (17/3) o Prisma Fiscal do mês de março de 2026. Com dados coletados até o quinto dia útil do mês, o material apresenta projeções de agentes de mercado para os principais indicadores econômicos para todo o ano de 2026 e de 2027, assim como estimativas de curto prazo referentes a março, abril e maio deste ano.

Para os resultados anuais relativos a 2026, houve melhora de expectativas relativas a diversos indicadores: arrecadação das receitas federais; receita líquida, resultados primário e nominal do Governo Central, Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) e inflação.

A mais recente estimativa de mercado para a arrecadação das receitas federal aponta para resultado de R$ 3,102 trilhões em 2026 (ante R$ 3,099 trilhões, no Prisma de fevereiro). Para a receita líquida do Governo Central, a nova estimativa indica para resultado de R$ 2,520 trilhões neste ano (era de R$ 2,512 trilhões, na edição anterior).

Destaque para a nova estimativa de mercado para o resultado primário do Governo Central em 2026, que agora aponta para déficit de R$ 65,959 bilhões no ano. Em fevereiro, havia projeção de déficit de R$ 68,206 bilhões para o exercício.

Para o resultado nominal do Governo Central, as mais recentes estimativas ficaram estacionadas no patamar verificado em fevereiro, apontando para resultado negativo de R$ 1,039 trilhão no ano.

O mercado também melhorou expectativas em relação à trajetória da Dívida Bruta do Governo Geral, apontando para índice de 83,41% na relação entre DBGG e PIB ao final de 2026. Houve queda, portanto, em relação a fevereiro, quando as projeções indicavam para 83,48% na relação DBGG/PIB de 2026.

Para a inflação (medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor — INPC), os agentes de mercado agora projetam índice de 3,97% no ano (era de 4,02%, no Prisma de fevereiro), reforçando percepção de queda das altas dos preços.

O PIB nominal do ano agora é estimado em R$ 13,484 trilhões (ante R$ 13,489 trilhões, na edição anterior do Prisma). Para a despesa total do Governo Central, a mais recente estimativa indica valor de R$ 2,588 trilhões em 2026, ante R$ 2,586 trilhões, na edição anterior do Prisma. O deflator do PIB foi realinhado de 4,65% (fevereiro) para 4,60% (março).

Curto prazo

Nas projeções de curto prazo, destaque para melhoras nas estimativas quanto aos resultados de março para arrecadação, despesa total, resultados primário e nominal do Governo Central, inflação e taxa de desemprego (medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE).

A mais recente expectativa para a arrecadação de receitas federais aponta para resultado de R$ 230,186 bilhões este mês (ante R$ 229,551 bilhões, no Prisma anterior). A projeção relativa à despesa total do Governo Central foi reduzida para R$ 193,656 bilhões (na edição anterior do Prisma, era de R$ 193,990 bilhões).

Para o resultado primário de março, foi apurada perspectiva de déficit de R$ 2,301 bilhões no período (em fevereiro, o mercado apontava para déficit de R$ 2,988 bilhões no terceiro mês do ano).

A estimativa para o resultado nominal do Governo Central também melhorou, apontando para déficit de R$ 84,210 bilhões este mês (na edição anterior do Prisma, havia projeção de déficit de R$ 85,170 bilhões em março).

Em relação à inflação, o Prisma Fiscal informa que o mercado aguarda INPC de 0,32% em março (ante projeção anterior, de 0,36% para o mês). Já para a taxa de desemprego do período, medida pela Pnad/IBGE, há expectativa por índice de 6,00% (ante 6,12%, no Prisma anterior).

A nova percepção de mercado para a receita líquida do Governo Central sinaliza valor de R$ 191,287 bilhões para este mês (ante R$ 191,343 bilhões, na estimativa coletada em fevereiro).

A divulgação do Prisma Fiscal de abril está programada para 15/4/2026.

FONTE: MINISTÉRIO DA FAZENDA.

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