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Pequenos negócios atingem marca histórica e já representam 40% das empresas exportadoras no Brasil

Por: Dia a Dia Tributário - 13 de maio de 2026

Dados consolidados de 2025 revelam que as micro e pequenas empresas (MPEs) ampliaram significativamente sua presença no comércio exterior, atingindo o recorde de 11.822 empresas exportadoras. Esse contingente representa quase 40% do total de exportadores do país, movimentando US$ 2,6 bilhões em vendas internacionais. Além das exportações, a participação desse segmento nas importações também saltou de 36,7% em 2015 para 50,1% em 2025, evidenciando uma integração robusta nas cadeias globais de suprimentos.

O avanço das MPEs no mercado internacional exige que as empresas refinem seus processos de conformidade tributária e aduaneira para sustentar a competitividade global. Do ponto de vista estratégico, destacam-se os seguintes pontos:

  • Diversificação de Mercados e Riscos: Embora as Américas concentrem o maior volume (45% entre Sul e Norte), a China atingiu participação recorde de 9,43% nas exportações das MPEs, exigindo atenção às normativas específicas desse mercado.

  • Gestão de Importações: Com as pequenas empresas representando agora metade das importadoras nacionais, a correta classificação fiscal de mercadorias e o aproveitamento de regimes aduaneiros especiais tornam-se vitais para a redução de custos operacionais.

  • Concentração Regional: Mais de 80% dos pequenos exportadores estão nas regiões Sul e Sudeste, com São Paulo liderando isoladamente (41,3%). Para empresas de outras regiões, há um campo vasto para exploração de incentivos fiscais e políticas de fomento à exportação.

  • Preparação e Capacitação: O crescimento reflete a maturidade empresarial e o uso de políticas de capacitação que fortalecem a sustentabilidade e a inovação como diferenciais competitivos no exterior.

A consolidação das pequenas empresas no comércio exterior demonstra que a internacionalização não é mais exclusividade de grandes corporações, mas uma via viável de crescimento e estabilidade econômica. Para manter esse avanço, é fundamental que o empreendedor esteja atento à complexidade das normas internacionais e à conformidade fiscal contínua, garantindo que a expansão para novos mercados ocorra com segurança jurídica e eficiência financeira.

FONTE: FENACON

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