Notícias

Reforma acaba com a “rampa” do Imposto de Renda, diz Marcos Cintra à CNN

Por: Dia a Dia Tributário - 8 de abril de 2025

Ex-secretário da Receita Federal, Marcos Cintra criticou, em entrevista à CNN, a reforma do Imposto de Renda (IR) proposta pelo governo federal. Segundo o economista, a medida “acaba” com a rampa do tributo.

Acontece que hoje em dia o IR é gradual, com cinco faixas de pagamento a depender da renda do cidadão, sendo elas: isenção, 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%. A tabela, considerada desatualizada, tributa com a alíquota máxima aqueles que ganham mais de R$ 4.664,68 por mês.

Com a reforma da renda do governo, haveria isenção de tributos àqueles que ganham até R$ 5 mil mensais, desconto para as pessoas de renda entre R$ 5 mil e R$ 7 mil e seria fixado um “imposto mínimo efetivo” aos brasileiros com rendimentos superiores a R$ 50 mil.

A crítica de Cintra aponta que, na prática, não haverá mais uma “rampa”, mas “poucos patamares”: isenção e isenção parcial àqueles que ganham até R$ 7 mil e um choque de imposto, com uma alíquota de 27,5%, ao brasileiros de renda superior a R$ 7 mil.

“Quem ganha mais de R$ 7 mil pagará o patamar máximo de imposto. Se perde toda a gradualidade do tributo. O ideal seria reformular a tabela como um todo, reestruturar, com mais faixas e teto mais alto, o que permitiria expandir a isenção. Eu faria assim”, disse o ex-secretário.

Ao argumentar por este modelo, o Ministério da Fazenda aponta a fórmula como “justa”.

Pela lógica do IR, a reestruturação da tabela levaria benefícios parciais às faixas mais altas.

O caminho escolhido focalizaria os mais pobres e evitaria uma renúncia de receitas mais elevada, alegam técnicos da pasta.

O economista vê mérito no avanço da faixa de isenção e afirma que os brasileiros que ganham até R$ 7 mil não têm “capacidade contributiva”.

Na sua avaliação, contudo, aqueles que ganham entre R$ 7 mil e R$ 15 mil têm “capacidade contributiva baixa” e mesmo assim pagarão alíquota de 27,5%. A reestruturação evitaria tal distorção, defende.

Cintra também critica o mecanismo de compensação proposto pelo governo, que classifica como um “novo imposto”.

O economista concorda com o mérito de aumentar a contribuição das classes mais altas, mas afirma que isso deveria acontecer com a revisão de benefícios tributários — que garantem a estes indivíduos alíquotas efetivas mais baixas.

Fonte: Portal Contábil SC

Veja também

Notícias - Tributos

Meta é dobrar renda per capita até 2050 com desenvolvimento sustentável, afirma Rafael Dubeux

O secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, destacou na quarta-feira (7/5) o compromisso do Brasil com um novo modelo de desenvolvimento econômico sustentável e ressaltou o papel central do Ministério da Fazenda na construção dessa agenda, com uma visão de longo prazo do Plano de Transformação Ecológica, Novo Brasil. Segundo ele, a meta […]

9 de maio de 2025

Reforma Tributária - Notícias

Receita Federal abre diálogo com a sociedade civil sobre regulamentação da Reforma Tributária

A Receita Federal do Brasil (RFB) iniciou um importante movimento de participação social na regulamentação da reforma do consumo prevista na Lei Complementar 214/2025. Estão sendo enviados ofícios a entidades nacionais representativas de diversos setores econômicos e sociais, convidando-as a colher sugestões junto à sociedade civil e apresentar propostas para aperfeiçoar a implementação do novo […]

8 de maio de 2025

Notícias

Projeto prevê jornada semanal de 30 horas e piso salarial para psicólogos

Projeto estabelece jornada de trabalho do psicólogo empregado de até 30 horas semanais e o piso salarial mensal de R$ 4.750. A proposta (PL 3.086/2024), que está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), altera a Lei nº 4.119, de 1962, sobre os cursos de formação em psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo A iniciativa surgiu...

Este conteúdo é apenas para assinantes.
Cadastre-se
Já se associou? Acesse aqui

20 de setembro de 2024