Notícias - Tributos

Prisma revela melhora nas previsões da inflação e da despesa total do Governo Central em 2026

Por: Dia a Dia Tributário - 16 de janeiro de 2026

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda (MF) divulgou nesta quinta-feira (15/1) o Prisma Fiscal de janeiro de 2026. O material apresenta projeções de agentes de mercado para os principais indicadores fiscais e econômicos para todo o ano de 2026 e de 2027; assim como estimativas de curto prazo referentes a janeiro, fevereiro e março deste ano. Em relação a 2026, houve melhoras nas perspectivas para a despesa total do Governo Central, agora calculada em R$ 2,58 trilhões no ano (ante estimativa anterior, de R$ 2,58 trilhões).

Melhorou também a estimativa quanto ao comportamento da inflação (medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor — INPC), agora estimada em 4,17% para este ano (ante projeção de 4,21% presente no Prisma Fiscal de dezembro). Para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), o mercado manteve a estimativa de 83,70% na relação entre DBGG e Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, exatamente o mesmo percentual indicado em dezembro.

Os agentes de mercado realizaram leves ajustes em relação às expectativas relativas à arrecadação das receitas federais, receita líquida, resultado primário e resultado nominal do Governo Central para 2026. Para a arrecadação das receitas federais, a mais recente estimativa aponta para marca de R$ 3,08 trilhões no ano (ante R$ 3,09 trilhões, em dezembro). Já para a receita líquida, a nova estimativa aponta para R$ 2,51 trilhões (frente R$ 2,51 trilhões, no Prisma anterior).

O resultado primário do ano agora é projetado em déficit de R$ 72,4 bilhões (era de R$ 72,10 bilhões, em dezembro). O resultado nominal do Governo Central agora é estimado em déficit de R$ 1,04 trilhão em 2026 (ante R$ 1,01 trilhão, na edição anterior do Prisma).

As projeções para 2027 revelam melhoras em relação à despesa total do Governo Central, agora estimada em R$ 2,72 trilhões (ante R$ 2,73 trilhões, em dezembro) e para o resultado primário, projetado em déficit de R$ 51,97 bilhões no próximo ano (frente déficit de R$ 54,90 bilhões indicado no Prisma de dezembro).

Foi mantida estimativa de 87% na relação DBGG/PIB para o ano que vem. A arrecadação das receitas federais de 2027 agora é estimada em R$ 3,26 trilhões e a receita líquida, em R$ 2,66 trilhões. A mais recente projeção de mercado aponta para déficit nominal do Governo Central de R$ 981,55 bilhões no próximo ano e INPC de 3,89% no período.

Curto prazo

Nas estimativas de curto prazo, os agentes de mercado melhoram perspectivas para os resultados de janeiro referentes a receita líquida, despesa total, resultados primário e nominal, população ocupada e taxa de desemprego. O Prisma Fiscal revela haver expectativa de que a receita líquida do Governo Central deste mês alcance R$ 274,96 bilhões (ante R$ 274,59 bilhões, em dezembro). A nova projeção para a despesa total do Governo Central aponta para R$ 188,99 bilhões em janeiro (frente R$ 189,49 bilhões, no Prisma anterior).

Para o resultado primário de janeiro de 2026, o mercado prevê superávit de R$ 84,73 bilhões (ante R$ 83,35 bilhões, em dezembro). O resultado nominal do Governo Central deste mês é estimado em superávit de R$ 6,53 bilhões (frente R$ 5,68 bilhões, no Prisma anterior).

As mais recentes estimativas de mercado apontam que o mês de janeiro registrará população ocupada de 102,800 milhões de pessoas (ante 102,573 milhões, conforme projeções de dezembro). A taxa de desemprego de janeiro agora é calculada em 5,60% no mês (frente 5,80%, em dezembro). As estimativas de população ocupada e de taxa de desemprego estão alinhadas aos parâmetros da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Prisma

O Prisma Fiscal é o sistema de coleta de expectativas de mercado criado e gerido pela SPE para acompanhamento da evolução das principais variáveis fiscais brasileiras sob a ótica de analistas do setor privado. O sistema apura ainda variáveis auxiliares de atividade econômica, nível geral de preços e mercado de trabalho, com importantes implicações nas contas públicas e na política fiscal em geral. A divulgação da próxima edição do Prisma Fiscal está programada para o dia 13 de fevereiro.

 

Fonte: Ministério da Fazenda

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