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Dívida Pública Federal chega a R$ 9,29 trilhões em agosto, aponta Tesouro Nacional

Por: Dia a Dia Tributário - 29 de setembro de 2026

A Dívida Pública Federal alcançou R$ 9,29 trilhões em agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional no Relatório Mensal da Dívida. Em julho, o estoque estava em R$ 9,28 trilhões, o que representa variação nominal de 0,04% no período.

O resultado foi influenciado pela apropriação de R$ 88,39 bilhões em juros, parcialmente compensada pelo resgate líquido de R$ 84,43 bilhões. No mês, as emissões da Dívida Pública Federal somaram R$ 211,62 bilhões, enquanto os resgates chegaram a R$ 296,05 bilhões.

Um dos principais pontos do relatório é o aumento da participação dos títulos remunerados por taxa flutuante, que passou de 51,11% em julho para 52,74% em agosto. Esse é o maior percentual da série histórica iniciada em dezembro de 2000. Já os títulos vinculados a índices de preços representaram 23,22% da dívida, enquanto os prefixados corresponderam a 20,31%.

Na Dívida Pública Mobiliária Federal interna, as emissões foram concentradas em títulos remunerados por taxa flutuante, que somaram R$ 105,51 bilhões. Também foram emitidos R$ 84,05 bilhões em títulos prefixados e R$ 21,85 bilhões em papéis vinculados a índices de preços.

O prazo médio da Dívida Pública Federal passou de 4,05 anos em julho para 4,10 anos em agosto. Já o custo médio acumulado em 12 meses subiu de 12,45% ao ano para 12,59% ao ano.

Outro dado relevante é a redução da parcela da dívida com vencimento nos próximos 12 meses, que caiu de 18,91% para 16,39%. A reserva de liquidez encerrou agosto em R$ 1,208 trilhão, ante R$ 1,371 trilhão em julho, valor equivalente a 7,18 meses de vencimentos.

Embora o relatório não gere obrigação tributária ou fiscal imediata, os dados são relevantes para acompanhamento do ambiente macroeconômico, especialmente em um contexto de juros elevados e maior concentração da dívida em títulos atrelados à taxa flutuante.

Para empresas, departamentos financeiros e áreas de planejamento, o aumento do custo médio da dívida pública e a composição mais sensível aos juros podem influenciar expectativas sobre política monetária, custo de capital, crédito, investimentos e gestão de caixa.

A elevação da participação de títulos pós-fixados também reforça a importância de monitorar a trajetória da taxa Selic e seus reflexos sobre o financiamento do setor público, o mercado de capitais e as decisões financeiras empresariais.

 

Fonte: Ministério da Fazenda / Tesouro Nacional

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