Notícias

Norma do CNJ levou à extinção de 13 milhões de execuções fiscais, diz Barroso

Por: Dia a Dia Tributário - 26 de setembro de 2025

A Resolução 547/2024 do Conselho Nacional de Justiça, que permitiu uma ação mais célere sobre execuções fiscais paradas no Brasil, levou à extinção de 13 milhões de processos por todo o país, além da redução de 37% em novos casos.

Esse balanço foi feito pelo ministro Luís Roberto Barroso, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal. Na sua sessão de despedida do Conselho, na terça-feira (23/9), ele exaltou uma das principais medidas implementadas em sua gestão.

“Extinguimos 13 milhões de execuções pelo Brasil afora. Reduzimos esse estoque e diminuímos o número de ajuizamentos, porque agora se recebe antes por protesto. Houve queda de 37% no número de novas execuções fiscais.”

Extinção em massa
A norma do CNJ autoriza a extinção desses processos, desde que tenham valor inferior a R$ 10 mil e estejam há pelo menos um ano sem movimentação útil, como citação, ou sem apreensão de bens, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal.

A resolução ainda determina que novos processos só são possíveis após tentativas de conciliação, solução administrativa e prévio protesto do título — quando a cobrança é formalizada em cartório, antes de sua judicialização.

Barroso, que será sucedido na presidência do CNJ e do STF pelo ministro Luiz Edson Fachin na segunda-feira (29/9), voltou a chamar a Resolução 547/2024 de “revolução” e creditou a ela a expressiva redução do acervo do Judiciário observada em 2024.

A questão das execuções fiscais
Os 13 milhões de processos se referem ao período em que Barroso permaneceu na presidência do CNJ. Os dados do relatório “Justiça em Números 2025”, lançado nesta semana, mostram que, até o final de 2024, foram extintas 5,5 milhões de execuções fiscais.

Essas ações representavam à época aproximadamente 26% do total de casos pendentes no Poder Judiciário brasileiro e 52% das execuções pendentes. Havia 21,3 milhões de execuções fiscais pendentes: 18 milhões (84,5%) na Justiça estadual e 3,3 milhões (15,4%) na Justiça Federal.

Na média, o número de casos pendentes de execução fiscal da Justiça estadual caiu 21,4% em relação ao ano anterior. O Tribunal de Justiça da Paraíba, por exemplo, registrou redução de 58% — a maior entre todos os estados. Na Justiça Federal, a redução foi de 16,2%.

Esse tipo de processo continua sendo, de longe, o mais demorado do Poder Judiciário. O tempo médio de tramitação é de sete anos e sete meses. A média para todas as demais ações em tramitação é de um ano e sete meses.

Isso ocorre porque o procedimento é moroso por si só. Ele é ajuizado depois que as tentativas de cobrança administrativa deram errado, provocando a inscrição do valor na Dívida Ativa. A partir daí, é preciso repetir uma série de medidas que já não deram certo, como localizar e cobrar o devedor ou localizar bens para penhora.

A revolução de Barroso, porém, não é uma unanimidade. A revista eletrônica Consultor Jurídico mostrou que a Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf) credita à norma do CNJ a redução da arrecadação de valores de IPTU inscritos na Dívida Ativa dos municípios.

 

Fonte: ConJur

Veja também

Notícias - Tributos

Em Curitiba, decreto dispõe sobre os prazos de vencimento e impugnação relativos ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana e Taxa de Coleta de Lixo para o exercício 2024

DECRETO N° 210, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2024 (DOM de 16.02.2024) Dispõe sobre os prazos de vencimento e impugnação relativos ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana e Taxa de Coleta de Lixo para o exercício 2024. O PREFEITO MUNICIPAL DE CURITIBA, CAPITAL DO ESTADO DO PARANÁ, no uso de suas atribuições...

Este conteúdo é apenas para assinantes.
Cadastre-se
Já se associou? Acesse aqui

20 de fevereiro de 2024

Notícias - Tributos

AGU pede ao STF confirmação de que despesas tributárias compõem base do PIS/Cofins

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou ação perante o Supremo Tribunal Federal (STF) a fim de obter o reconhecimento de que na base de cálculo do PIS e da Cofins deve ser considerada a receita ou o faturamento das empresas sem a exclusão de despesas incorridas, inclusive as tributárias. O objetivo da ação é solucionar […]

24 de setembro de 2025

Notícias - Tributos

Comissão aprova isenção de IR para policiais acidentados

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou projeto de lei que isenta de Imposto de Renda agentes de segurança que se acidentarem no trabalho. Conforme a proposta, a medida será válida para profissionais com sequelas decorrentes de acidentes ou confrontos que resultem em amputações, paralisia de membros ou qualquer sequela incapacitante […]

13 de novembro de 2023