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Publicado em 5 de October de 2015 em Sped

O Bloco K como oportunidade

Por Thiago Lima Bortoluzzi
bloco K

Por Thiago Lima Bortoluzzi.


A entrega do Bloco K será obrigatória a partir do mês de competência 01/2016, sendo que muitas empresas ainda estão apostando todas as suas fichas em uma prorrogação no prazo de entrega. Ou ainda, tendo a ilusão de que o seu sistema operacional será o responsável por gerar todas as informações e que basta a liberação da tão esperada versão do ERP para que tudo esteja resolvido.


Primeiramente, devemos lembrar que o Livro Registro de Controle da Produção e Estoque é uma obrigação acessória que existe a mais de quatro décadas, pois a sua exigência está prevista no Convênio ICMS s/n de 1970, por meio do seu artigo 63. Entretanto, a sua versão ainda é impressa, mas que pode ser exigida pela autoridade fiscal em um processo de fiscalização a qualquer momento, sujeitando as empresas obrigadas a sua elaboração às penalidades por descumprimento de obrigação acessória prevista na legislação tributária.


Uma coisa que não se pode negar, é que o cumprimento desta obrigação é extremamente difícil, tendo em vista o detalhado layout estabelecido pela Receita Federal. Entretanto, o que se vê nas empresas é que a dificuldade está mais relacionada à complexidade do seu processo produtivo e, principalmente, à formalização dos procedimentos adotados no seu processo de fabricação, do que ao envio das informações em formato eletrônico ao arquivo do SPED.


Devemos ver as oportunidades que podem ser proporcionadas pelo Bloco K. As empresas terão que mapear todos os seus processos existentes na fábrica, intensificar o seu controle de estoque e além disso, mapear as perdas oriundas do seu processo produtivo, para que possam entregar um arquivo de qualidade e que reflita a realidade do seu processo.


Percebe-se que executar as ações elencadas irá proporcionar aos gestores uma visão muito aprofundada do seu processo fabril, fazendo que consigam identificar perdas e gargalos da cadeia produtiva, que significam aumento de custo e consequentemente, redução da sua margem de lucro.


E não há melhor momento para executar essas ações que este, pois a empresa já terá que dispender recursos e esforços para atender ao Bloco K com qualidade. Então, deve-se fazer um trabalho minucioso e de qualidade, envolvendo todas as áreas da empresa para que este trabalho proporcione redução de perdas, eliminação de gargalos e fundamentalmente, redução de custos. Somente desta forma, é que os gastos que a empresa terá com investimento em sistema e com a contratação de consultorias, proporcionarão retorno financeiro ao negócio.


Thiago Lima Bortoluzzi. Contador (UFSC-SC); Cursando MBA em Contabilidade e Direito Tributário pelo IPOG – Instituto de Pós Graduação. Consultor e Auditor de empresas na FiscALL Soluções Ltda (www.fiscallsolucoes.com.br) de Jaraguá do Sul/SC, autor de artigos e estudos sobre temas tributários. 


Fonte: Editorial FiscALL Soluções

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